Players do setor direcionam seus estudos em nano

ABTCP 2017 | ABTCP 2017 - Sessão Temática de Nanotecnologia | 27.10.2017
Publicação
Sessão Temática de Nanotecnologia
Players do setor direcionam seus estudos e discutem a importância da normatização em nanotecnologia para avançar nesse mercado

Um instituto de pesquisa, uma universidade e dois importantes players do setor de papel e celulose compuseram a Sessão Temática de Nanotecnologia realizada em 24 de outubro último, primeiro dia do 50º Congresso Internacional de Celulose e Papel da ABTCP. Uma combinação mais que perfeita, conforme definição do moderador da sessão, Julio Costa, por conseguir reunir em um mesmo ambiente os pontos de vista nos mais variados ângulos.

Germano Siqueira, pesquisador de biorrefinarias e processo da Fibria, foi o primeiro palestrante com o tema “MFC: uma nova dimensão para inovação na Fibria”, demonstrando que um dos processos escolhidos para produção em planta piloto do MFC, celulose microfibrilada, foi o refinador de disco, permitindo desfibrilação intensa, necessária para o processo, e menor consumo energético sem problema de entupimento quando comparado às demais técnicas. Ele falou sobre as aplicabilidades na cadeia de valor vislumbradas pela empresa e também em diversos outros setores, contribuindo para a estratégia de diversificação da Fibria. 

Na sequência, Renato Damásio, pesquisador P&D Industrial da Klabin, abordou o potencial da nanotecnologia, em especial para os produtos da empresa. Ele destacou que uma das vantagens nos estudos realizados é que os blends variados, pelo fato de a empresa trabalhar com dois tipos de fibras, permite que a empresa diversifique ainda mais os diferentes tipos de celulose microfibrilada que podem ser gerados. O objetivo da Klabin é aplicar o MFC em seu portfólio de embalagens líquidas, kraftliner, sacos industriais e papelão ondulado. No caso da CNC (celulose nanocristalina) também, como no desenvolvimento de embalagens para o futuro, como barreiras (oxigênio, gordura, aplicação em coating). O desafio que, ainda assim, possui solução, segundo ele, não está no aumento da escala, mas na eficiência do pré-tratamento, que consome grande quantidade de energia no processo. 

Ao mesmo tempo é importante atender todas as exigências de cada órgão regulador. Trazendo perspectivas do cenário internacional, Cauê Ribeiro, pesquisador e coordenador da Rede de Pesquisa em Nanotecnologia aplicada ao Agronegócio – Rede Agronano da Embrapa, falou sobre normatização e questões que estão sendo levantadas pelos órgãos como a migração das nanopartículas em embalagens para alimentos. Nesse sentido, o pesquisador apresentou estudos de caso, métodos utilizados e novas variáveis que podem ser aplicadas para os estudos toxicológicos.  

Valdeir Arantes, do Laboratório de Biocatálise e Bioprodutos da Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo/Lorena, fechou a rodada de apresentações com o tema Bioprocessos/Bioconversão falando sobre a possibilidade de produzir nanocelulose de alta qualidade utilizando enzimas como catalisadores. Dessa forma, se faz possível não só a extração de açúcares industriais, como CNC com alta cristalinidade, estabilidade térmica e CNF com baixo consumo de energia. Ao final, os palestrantes participaram de um painel de discussão destacando a importância da nanotecnologia para o setor, reforçando a Comissão Técnica de Nanotecnologia da ABTCP que também fomenta todos esses assuntos.

Nota: Para mais detalhes sobre os temas debatidos nas Sessões Técnicas e Temáticas do ABTCP 2017 – 50º Congresso Internacional de Celulose e Papel, confira a edição especial da O Papel de novembro, com toda a cobertura do evento.


 

Thais Santi
Jornalista Revista O Papel
tel. (11) 38742726
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