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EFEITOS DO PÓS-PANDEMIA: PREÇOS DE CELULOSE E
PAPÉIS APRESENTAM COMPORTAMENTOS DISTINTOS EM
DIFERENTES MERCADOS EM SETEMBRO E OUTUBRO DE 2021

A pandemia do coronavirus no ano de 2020 impactou
de maneira diferente os preços internacionais de celulose,
papéis e madeiras sólidas e as recuperações,
em ritmos distintos, das economias em 2021 têm
também impactado de modo discrepante os preços desses produtos
florestais em diferentes partes do mundo.
Observa-se pelo Gráfico 1 que os preços internacionais em
dólar da celulose de fibra longa (NBSKP) tiveram grandes elevações
no segundo semestre de 2020 e no primeiro quadrimestre
de 2021, em pleno auge da pandemia, pois o produto foi muito
utilizado na confecção de materiais descartáveis e de prevenção
ao contágio por esta doença (como aventais, guardanapos e toalhas
de mão, por exemplo). Mas no terceiro trimestre de 2021 é
clara a redução do preço deste produto, em especial na China e
nos EUA. Mas não na Europa.
O comportamento evidenciado no Gráfico 1 (para os preços
da tonelada de celulose de fibra longa, NBSKP) também ocorre
para os preços da tonelada de celulose de fibra curta (BHKP e
BEK), que estão caindo no terceiro trimestre de 2021 na China e
nos EUA, mas mantendo-se estável na Europa. E os fabricantes
brasileiros adotam o preço lista vigente na Europa em suas negociações
no mercado doméstico.
Enquanto no ano passado e começo deste ano apenas papéis
de embalagem (como kraftliner, por exemplo) subiram de preços,
em especial na Europa, os papéis de imprimir e escrever
não tiveram aumentos. Mas com a volta das atividades escolares
presenciais, os preços desses produtos deverão subir na Europa
em outubro, apesar de estarem estáveis em setembro (frente a
suas cotações de agosto).
E os preços em dólar norte-americano do metro cúbico de
madeiras sólidas (em especial de compensados, de chapas de
OSB e tábuas de madeira serrada) tiveram altas estratosféricas
no segundo semestre de 2020 e no começo de 2021, quando
pessoas ficaram, em especial no hemisfério norte, em casa e
fazendo pequenas reparos (aumentando as demandas daqueles
produtos), as serrarias e fábricas de chapas de madeiras pararam
devido à pandemia do coronavirus. Mas com a volta das
pessoas ao trabalho fora de casa e a normalização das atividades
das serrarias e fábricas de chapas de madeiras, os preços desses
produtos despencaram no verão deste ano e buscam, no começo
do outono (no Hemisfério Norte), um novo equilíbrio.
Anexos

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Carlos José Caetano Bacha
Professor Titular da ESALQ/USP
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