Publicação
Incluir furos-alças para facilitar o manuseio de embalagens
de papelão ondulado é uma prática bastante utilizada pelos
projetistas de embalagens. Há, entretanto, alguns cuidados a
serem seguidos e gostaríamos analisar alguns deles que, possivelmente,
já são observados, mas, creio, não por todos os projetistas.
Isso porque temos encontrado algumas situações pouco
recomendáveis especialmente para embalagens de frutas ou legumes,
por exemplo. Vamos a algumas observações:
Posicionamento
Posicionam-se normalmente nas testeiras da embalagem.
Há casos, porém, também nas laterais. Os furos-alças são dispostos
na parte superior, próximos da aresta horizontal da
embalagem e é importante que a distância entre o início do
furo-alça e a aresta horizontal tenha um distanciamento adequado
para que haja uma pega apropriada para as mãos segurarem eficientemente
a embalagem. Isso tem a ver com a qualidade da chapa
de papelão ondulado e o peso bruto da embalagem, mesmo porque
às vezes se usa um furto-alça exatamente por ser a embalagem de
peso bruto alto ou porque a altura da embalagem é tal que dificulta
o manuseio pegando a embalagem pelo fundo ou pelas laterais.
Ocorrências
• Manuseio
Sendo a embalagem muito manuseada na distribuição, havendo
muitas cargas e descargas, os furos-alças podem se rasgar
e enfraquecer a área de pega. Muito manuseio pode indicar
ou sugerir o uso de furos-alças; pouco manuseio, ao contrário, a
não ser em alguns casos como os exemplificados acima.

• Rasgamento
Em virtude da qualidade do papelão ondulado (capas
kraft ou recicladas) – capas de material kraft costumam ter
maior resistência ao rasgo, embora não seja um impedimento
para se usar capas recicladas, mesmo porque o reciclado
hoje já dispõe de certa “igualdade” com o Kraft. Para papelão
ondulado de menor resistência pode-se reforçar a área do
furo fazendo um vinco duplo na parte superior, ou seja, não
cortando o furo na parte superior. Dobrando-se para dentro,
pelos vínculos duplos, cria-se um reforço (duas paredes)
para ser “abraçado” pelas mãos. É um reforço significativo
e pode ser usado se não houver dificuldade no manuseio,
dificuldade essa imposta pelo conteúdo, muito “colado” à
parede interna da embalagem. Se possível, na fabricação da
embalagem, já ser coladas essas duas paredes, o reforço traz
uma boa “pega” e resistência extra para o furo-alça. Conteúdos
que nas áreas do furo não encostam na parte interna da
embalagem (como garrafas, por exemplo), permitem dobrar
a parte não recortada do furo-alça para dentro facilmente na
hora do manuseio.
Pouco distanciamento entre a borda superior do furo-alça
e a aresta horizontal da embalagem pode facilitar o rasgo.
Cuidados
- Evitar manuseio ríspido;
- Não jogar a embalagem segurando-a pelos furos-alça;
- Não manusear mais de uma embalagem por vez, aumentando
assim esforços sobre as alças da embalagem
de baixo – dependendo do peso bruto da embalagem.
Anexos

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Juarez Pereira
Assessor técnico da ABPO – Associação Brasileira de Papelão Ondulado
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