Publicação
E
ste é o nosso último artigo do ano e, diferente do ano passado, não vou convidar você para pensar nas suas metas
para o ano que se inicia. O meu convite é diferente e espero que você tenha “coragem” suficiente para aceitá-lo.
Convido-o a parar tudo que estiver fazendo agora para simplesmente respirar. Leia primeiro as minhas instruções, depois faça a
prática. Em seguida, retorne para continuar... Combinado?
Com os olhos fechados, respire profundamente... Inspire pelo
nariz contando até sete e expire pela boca contando lentamente até
sete também. Faça essa respiração algumas vezes. Se precisar, coloque uma das suas mãos no diafragma e a outra no peito. Tente ao
máximo se concentrar em você e em escutar o seu corpo. Deixei a
mente vagar sem rumo. Repita a prática algumas vezes e volte aqui,
para que a gente possa conversar um pouco mais.
Agora, me conte: como você está? Você consegue nomear com
clareza o que realmente precisa para viver uma vida boa, feliz, para
sentir que está realizado com o que faz e com o que tem?
Foram poucas as vezes durante o meu tempo dentro das organizações que parei para me escutar. Acredito que essa tenha sido a
causa do transtorno de ansiedade que desenvolvi, como também a
causa da imensa desconexão entre o que eu queria fazer e como eu
estava fazendo, seja em casa, seja no trabalho.
Nós não fomos treinados para parar e respirar, nós fomos treinados para entregar, produzir, dar lucro e resultados, para servir
ao mercado capitalista, e longe de mim dizer que não compactuo
com isso, mas é preciso existir espaço na sua vida para mais do que
apenas isso.
É preciso existir brecha na sua agenda para respirar, para se perguntar se você está feliz, se está realizado, se o caminho que tem
trilhado está fazendo ou não sentido para você.

Muitas vezes responsabilizamos as pessoas, a empresa, o mundo por não conseguirmos atingir nossas metas e objetivos. A verdade é que desejamos enormemente tirar a nossa parcela de responsabilidade do processo, pois nos dar conta de que poderíamos
ter feito algo diferente e não fizemos, dói; machuca o nosso ego, a
nossa autoestima, a nossa confiança em nós mesmos.
Entretanto, na vida e no trabalho não negociamos parcela de responsabilidade, todos temos 100% dela. Cada um deve entregar o seu
melhor e não depender dos 50% do outro.
A coragem nasce aqui, quando acolhemos nossas fraquezas e
nos percebemos humanos. Pessoas erram, pessoas cansam, desistem, fazem coisas que não gostariam de ter feito, arrependem-se,
pedem desculpas, recomeçam. Pessoas são mesmo lindas, sob o
meu ponto de vista.
Essa nossa capacidade de nos reerguer, após viver momentos
difíceis, situações frustrantes, momentos de luto e fechamentos de
ciclos, são parte do processo de construção da coragem.
Abraçar tudo isso é abraçar a si mesmo, é sair do lugar de vítima
para abraçar o lugar de protagonismo que tanto desejamos.
Um novo ano se iniciará e o convite aqui é para que você, hoje,
revisite seus lugares de dor e alegrias. É para que você abra o
seu coração e entenda se o que está fazendo e do jeito que está
fazendo é de fato algo que contribui para que você viva uma vida
boa, alinhada com os seus valores, com o que realmente importa.
Se a resposta for sim, parabéns! Tenho certeza de que não foi um
caminho fácil chegar até aqui. Ao mesmo tempo, se a resposta contiver muitos nãos, talvez seja hora de tomar coragem, fechar alguns
ciclos e recomeçar.
Boas Festas e Feliz Ano Novo para todos nós!
Anexos

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JACKELINE LEAL
Psicóloga clínica, coach de carreira e consultora em Desenvolvimento Humano e Organizacional.
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