Publicação
TABELA DE ESPECIFICAÇÕES (III)
Cada fabricante tem, para as diferentes estruturas
de papelão ondulado que fabrica, especificações
de resistência conforme as composições de papéis (capas e miolos) que utiliza na fabricação
dessas estruturas (parede simples, parede dupla). Os níveis
especificados, entre um fabricante e outro, são diferentes, e a
ABPO chegou a recomendar uma Tabela para que houvesse
uma padronização.
Nas Tabelas, a Resistência de Coluna, parâmetro de
conhecimento de todos os usuários de embalagens de papelão ondulado, é a referência mais importante para a chapa de
papelão ondulado por estar diretamente ligada à Resistência
à Compressão da Embalagem.
 Para o usuário, se ele quer incluir nas suas especificações
das embalagens que utiliza para seus produtos, indicações
quanto à especificação do papelão ondulado, ele deverá consultar seu fornecedor, já que a recomendação da ABPO ainda não é seguida por todos os fabricantes.
 O aparente problema, entretanto, deixou de ser relevante para aqueles usuários que passaram a adotar a Resistência à Compressão da Embalagem (RCE) como parâmetro
para suas especificações. A Resistência de Coluna (RC),
que consta nas Tabelas de Especificações dos fabricantes,
está diretamente relacionada à RCE, conforme já comentamos acima. Nesses casos, cabe ao projetista da embalagem
especificar a RC necessária para atender à RCE especificada; e isso, também, para o o controle durante as várias fases
da fabricação da embalagem.
 Apesar dos comentários acima, gostaríamos de lembrar
aos fabricantes de embalagens de papelão ondulado, especialmente para os projetistas das embalagens, que a CLASSIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE QUALIDADE PARA A CHAPA
DE PO, recomendada pela ABPO, indica valores inteiros para
a RC: 4,5,6... Essas indicações talvez mereçam agora uma
revisão, e a questão que os fabricantes devem definir é se é
possível especificar valores com intervalos menores, como 4,
(4,5), 5, (5,5)… A classificação ABPO seria, então, atualizada.
Por que esta sugestão?
A RC era prevista, teoricamente, a partir do RCT (Ring
Crush Test) dos papéis (capas e milos) e a previsão tinha
um resultado pouco confiável. Os fabricantes passaram a
usar o Short Compression Test (SCT) que tem uma outra
concepção e maior precisão o que leva a uma maior confiabilidade. Os fabricantes que usam essa nova tecnologia já
podem equacionar melhor as combinações dos papéis (capas
e miolos) que usam e têm, portanto, resultados mais precisos
quando, teoricamente, calculam a Resistência de Coluna a
partir do SCT.
Quando o projetista depara com uma situação que poderia indicar 4,5 de Resistência de Coluna, por exemplo,
ele tende a adotar para a especificação o nível 5, se 4,5 não
constar em sua Tabela. O importante a observar é que se o
projetista adota para a especificação o valor 5, ele estaria
indicando algo cerca de 10% “a mais”. Em termos de custo
talvez valha a pena questionar.
Anexos

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Juarez Pereira
Assessor técnico da ABPO – Associação Brasileira de Papelão Ondulado
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