Publicação
Alguns fabricantes de embalagens de papelão ondulado já anunciam estarem entrando na era da impressão digital; e nos referimos à impressão direta na chapa (sem acoplamento de um cartão pré-impresso num processo de laminação, o que já se pratica há algum tempo). Será uma contribuição importante para tornar a embalagem de papelão ondulado, mesmo sendo na maioria uma embalagem de transporte, um veículo também promocional já que uma impressão sofisticada agrega este “valor extra” à embalagem. A impressão predominante em papelão ondulado atualmente é a impressão em flexografia utilizando clichês não mais de borracha vulcanizada, mas fabricados utilizando placas flexíveis fotossensíveis, permitindo uma “gravação química” de uma placa (fotopolímero) que recebeu previamente uma “impressão” transferida por uma projeção de imagens sobre ela. As áreas, fora da “impressão”, são removidas, quimicamente, e a imagem a ser impressa permanece em relevo para a impressão. O contraste entre o clichê de borracha vulcanizada e o clichê de fotopolímero é, indiscutivelmente, favorável ao fotopolimero. Processo de gravação, espessura, dureza, fidelidade à imagem criada, possibilidade de meios-tons, preparação do próprio clichê para ser levado à impressora e durabilidade são, todos, fatores que fizeram a impressão com fotopolímeros ser hoje dominante na indústria de embalagens de papelão ondulado. Um problema, porém, ainda pode ser observado quando se imprime uma chapa de papelão ondulado, principalmente de ondas A ou C, porque a distância entre uma onda e outra cria áreas de menor “contrarresistência” à pressão do clichê, ou melhor, no pico das ondas há uma pequena faixa de maior resistência o que significa que o suporte (a chapa de papelão ondulado) não oferece uma “contrarresistência” uniforme. Como consequência, seguindo a linha dos ápices das ondas, aparecem pequenas “faixas” mais escuras dando à impressão um aspecto “estriado”, desfavorável à qualidade final da impressão. Numa chapa de onda B o problema é bem menor; a distância entre as ondas é menor. A onda E veio praticamente sanar os problemas acima e minimizou ou “quase” eliminou os problemas da impressão em papelão ondulado. Até aqui estamos falando de uma impressão de alta qualidade como aquela que se obtém sobre o cartão. Resta, porém, ainda, analisar um pouco mais as propriedades do papelão ondulado em relação ao cartão: O papelão ondulado tem uma propriedade de “acolchoamento” e “cede” um pouco quando sofre a pressão do clichê. Isso levará a alguma perda de espessura, o que é desaconselhável. (Na produção do papelão ondulado, a espessura é monitorada pelo Controle de Qualidade em todas as fases da produção pela importância que é dada a ela no desempenho da embalagem em seu ciclo de distribuição). A espessura da chapa fabricada na onduladeira não é a espessura final, pois ao passar pela impressora, por exemplo, haverá certa perda inerente ao processo e os fabricantes procuram limitar essa perda estabelecendo tolerâncias que estão relacionadas ao tipo de onda da chapa de papelão ondulado. Um dos motivos dessa perda na espessura é devido à impressão. E aqui entra uma outra contribuição importante da impressão digital: não há um clichê pressionando a chapa, ou seja, a impressão digital colabora para a manutenção daquela espessura obtida no início do processo, isto é, na onduladeira. O custo será um problema que o futuro se encarregará de solucionar. Haverá crescimento da demanda e da oferta e isso tornará o processo vitorioso
Anexos

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Juarez Pereira
Assessor técnico da ABPO – Associação Brasileira de Papelão Ondulado
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